Networking
Por: Enrico Cardoso

Meu novo artigo une duas coisas que eu mais tenho feito na última década: networking, a partir de comunidades de networking; e criação e desenvolvimento de hábitos, que se tornaram uma rotina em minha vida e uma vocação descoberta, quase aos 40 anos.
Se você está aqui neste artigo, acredito que se interesse por networking e já saiba um pouco do ABC do relacionamento.
Então, eu vou me dar ao luxo de poupar as definições e introduções sobre esse tema.
Por outro lado, se você quer se aprofundar nas definições introdutórias de networking, recomendo que leia – caso ainda não tenha lido -, meu primeiro artigo no blog do Nexus: “Ambiente: a sua escolha mais importante para resultados consistentes – inclusive em networking”.
Por que eu estou falando isso?
Porque eu tenho quase que absoluta certeza de que você tem mais curiosidade sobre o que são micro hábitos, do que sobre o que é networking, não é mesmo?!
Dito isso, vou começar esse artigo falando um pouco sobre o que são micro hábitos e por que eles são a melhor alternativa que eu conheço para instalar comportamentos.
Na sequência, de forma prática e direta, eu vou mostrar algumas atitudes simples, rápidas, que você pode aplicar programando um alerta no seu telefone; um evento de 15 minutos na sua agenda; ou simplesmente executando junto de hábitos que você já executa, instintivamente.
O ideal é que você crie e cultive pequenos comportamentos que vão fazer com que as pessoas olhem para você como “aquela pessoa que conhece todo mundo”, enquanto isso coloca você em posição de visibilidade e traz resultados profissionais.
Como adultos, sabemos que existem interesse por trás das relações. E, em relações profissionais, de negócios, os interesses são, obviamente, fazer mais negócios, nos conectar com pessoas que tenham interesses ou conheçam alguém que tenha interesse naquilo que fazemos.
É isso que você espera ao buscar aprimorar suas habilidades de networking: que isso renda frutos em seus negócios.
E para que isso aconteça, você precisa mostrar que é digno de confiança. Mas isso só é possível quando você serve as pessoas antes de ser servido por elas.
Bem… eu disse que não falaria sobre networking nessa introdução, mas eu não resisto, não é mesmo?!?
Mas eu não vou seguir adiante nisso. Meu papel aqui hoje é falar sobre micro hábitos com você – e, o networking é “consequência”.
Portanto vamos ao que interessa:
Os micro hábitos são pequenas ações intencionais e repetitivas que exigem pouco esforço [em sua execução], mas que, ao longo do tempo, geram grandes mudanças comportamentais.
Eles estão fundamentados na teoria do condicionamento operante e na psicologia comportamental, que demonstram que pequenas ações consistentes são mais fáceis de internalizar do que grandes mudanças abruptas.
O professor da Universidade de Stanford e especialista em ciência do comportamento, BJ Fogg autor do livro “Micro Hábitos: Pequenas Mudanças que Mudam Tudo”, define os micro hábitos como:
“Pequenas ações que são tão fáceis de fazer, que falhar se torna quase impossível. Ao repetir essas ações, o cérebro fortalece os circuitos neurais responsáveis pelo comportamento, tornando-o automático com o tempo”.
Os micro hábitos são aqueles inputs tão pequenos e simples que o seu cérebro nem percebe que você está plantando um novo comportamento, quebrando padrões e, por isso, não apresenta nenhuma resistência.
E assim, quando menos esperamos, estamos diante de um novo comportamento em plena execução, simplesmente instalado dentro de nós.
Eu nem preciso dizer que, se você tem algum interesse sobre hábitos e ainda não leu esse livro, eu recomendo que o inclua na sua lista de leitura.
Em resumo, os micro hábitos são poderosos porque trabalham com a estrutura natural do cérebro, tornando a mudança comportamental mais simples e sustentável.
E, no fim do dia, é isso que queremos: implementar comportamentos com o mínimo de resistência possível, porque, dessa forma, garantimos a sua continuidade.
Agora que eu já tive a capacidade de introduzir você nesse excelente conceito – que espero, tenha compreendido e entendido a sua utilidade na criação de novos comportamentos -, eu quero apresentar a você alguns micro hábitos que vão permitir potencializar o seu resultado em networking.
Agora, vamos à mão na massa. Vou trazer para você 9 micro hábitos que exigirão pouco da sua rotina, mas que depois que forem instalados, permitirão que você tenha um resultado extraordinário em comparação com outras pessoas que também frequentam o ambiente de networking, que também querem vender mais e que também querem fazer suas empresas crescerem.
Obviamente, como um especialista pé no chão e racional, eu não quero que você saia executando todos os micro hábitos que eu listo aqui de uma única vez.
Quero que você escolha dois – no máximo três, se você já for um networker de alta performance -, e aplique-os até que eles se repitam de forma automática.
Aí sim, você retorna aqui e repete o processo: escolhe mais dois ou três micro hábitos, repete até ficarem automáticos e vai replicando esse comportamento até já ter a capacidade de executar todos eles “ao mesmo tempo”.
Entendida a dinâmica, vamos ao que interessa. Aqui estão os micro hábitos que ajudarão você a performar melhor em eventos de negócios, reuniões de networking – e, por que não, no seu dia-a-dia.
Eu sei. O nosso ímpeto é sempre dizer: “olá, eu sou Enrico Cardoso e trabalho como programador de hábitos. Eu ajudo as pessoas a instalarem comportamentos que gostariam de ter, mas não têm, ou desinstalar comportamentos que têm, mas não querem ter mais”.
Acontece que ninguém quer saber o que eu faço. As pessoas estão pensando nelas. Elas querem saber como podem me usar para se beneficiar.
Ao invés de começar a sua interação assim, experimente uma nova abordagem, sempre que for apresentado a uma pessoa nova.
Faça assim:
– Olá, eu sou o Enrico.
– Prazer, sou Arnaldo.
– Legal, Arnaldo. O prazer é meu. Me diga: o que você faz?
Depois disso, escute atentamente tudo o que o Arnaldo disser que faz, certifique-se de ter entendido exatamente o trabalho dele, para, em seguida, fechar a conversa com:
– Que legal, Arnaldo! E quem é um bom cliente para você?
Mais uma vez, escute atentamente, tentando buscar na sua cabeça, alguém que você conheça que se encaixe no perfil de bom cliente do seu interlocutor.
Depois de entender quem é um bom cliente, caso não conheça ninguém na sua rede de contatos, parta para a próxima pergunta:
– Muito bom. E quem são bons parceiros de negócios para você? Quais são os profissionais que possuem acesso facilitado a esses bons clientes?
Novamente, escute atentamente e, ao final, siga para a cereja do bolo:
– Arnaldo, tenho alguns contatos para te apresentar. Você pode me dar o seu cartão (ou, você pode me passar o seu WhatsApp), para agendarmos um bate-papo para que eu te conecte com essas pessoas?
Depois disso, certamente, Arnaldo vai gostar de saber o que você faz e, quando sua mensagem chegar no telefone dele para agendar um café para conectá-lo com bons parceiros ou potenciais clientes, ele vai querer retribuir.
Quantas pessoas você conheceu nos últimos cinco anos? Pessoas que prospectou, que estiveram em almoços, jantares, happy hours, amigos de amigos, colegas profissionais… enfim, a lista é interminável.
O meu telefone celular tem hoje, 2.433 contatos únicos – ou seja, já estou excluindo os duplicados (na verdade, aproveitei esse insight para removê-los).
Então, não custa nada, diariamente, assim que eu me sentar para trabalhar, pegar meu WhatsApp e enviar uma mensagem direcionada, estratégica e interessada para alguém que eu não mantenho contato há algum tempo.
E, para facilitar esse processo, tenho até uma técnica para salvar contatos e saber onde foi que conheci aquela pessoa: eu sempre salvo com nome e sobrenome, adiciono um traço e, na sequência, incluo onde foi que conheci aquela pessoa.
Dessa forma, meus contatos ficam assim: Fernanda Rocha | Nexus Itaim; Marcos Queiroz | Nexus Jardins (para contatos que eu vou salvando que eu tenha conhecido no Nexus); Ricardo Saltes | Conectar Negócios ACSP (para contatos que eu tenha conhecido na Associação Comercial); e, até mesmo Viviane Guedes | Madala (para os contatos que eu vou fazendo no meu box de CrossFit).
E, não para por aí. Quando é uma indicação, eu coloco quem me indicou o negócio, e assim por diante. A ideia é ter referencial de como eu fui conectado com aquela pessoa.
Dessa forma, fica mais fácil filtrar pessoas para que eu mande uma mensagem quando, por algum motivo, acabamos perdendo contato.
O que eu sugiro que você faça é mandar uma mensagem como essa, abaixo:
Fala Carlos, bom dia! Aqui é Enrico Cardoso. Estivemos juntos no evento da Associação Comercial em agosto de 2024 e, desde então, acabamos não nos vendo mais. Tudo bem?
Estou passando para saber como estão as coisas. Muito trabalho? Mande notícias para que retomemos nosso contato. Será um prazer receber notícias suas.
Pronto! Uma mensagem simples que vai fazer alguém lembrar que você existe. Essa deixa pode iniciar – ou, retomar – grandes conversas de negócios.
Ah! E uma dica bônus: essa tática é uma excelente abordagem par levar convidados a reuniões do Nexus.
Não importa se você passa mais tempo no LinkedIn, Instagram ou TikTok. Vamos aproveitar esse “vício nas telas”, para utilizá-las de uma forma produtiva.
Sempre que pegar o seu telefone para “flipar” na sua mídia social predileta, aproveite que já está por lá e faça comentários pertinentes em posts de perfis que atuam no mesmo segmento que o seu.
Muitos perfis fazem posts e recebem muitos comentários. Com isso, acabam não tendo tempo de responder a todos. Portanto, aqui está uma tática útil para você aplicar esse micro hábito:
Essa tática, denominada pesca em balde (que, até onde eu sei, foi criada pelo Ícaro de Carvalho), pode te ajudar a ganhar seguidores, potenciais clientes, e novos contatos de negócios.
Fazer isso uma vez ao dia vai tornar o seu uso das mídias sociais muito mais produtivo e criar algo útil para esse vício que todos nós, em maior ou menor medida, temos.
Confesso que esse é um dos micro hábitos mais difíceis de se executar. Afinal de contas, temos uma dificuldade natural em nos enturmar.
Então, quando chegamos em um evento em que não conhecemos ninguém, temos a tendência a nos isolarmos, até que alguém venha falar conosco.
Portanto, a partir de agora, o que você precisa fazer, sempre que chegar em um evento (seja ele de networking, ou não) é:
Muito provavelmente, fazer isso, vai permitir que você aumente seus contatos profissionais e leve relações para além desses eventos.
Começar a abordagem com um comentário leve sobre o evento, sobre o anfitrião, sobre as pessoas, ou até mesmo sobre você, vai fazer as pessoas se abrirem mais e recebê-lo com bom humor.
Além disso, essa simples tática, vai permitir que isso diminua a sua pressão, te ajudando a ter facilidade no início da interação.
Uma coisa é certa: a maioria das pessoas almoçam diariamente (com exceção, talvez, daquelas que fazem jejum intermitente).
Então, por que não aproveitar um hábito comum a todas as pessoas para se conectar e se aproximar de contatos estratégicos?!
Eu fui aluno da Madia Marketing School, a escola de marketing de um dos maiores especialistas em marketing desse país (um dos responsáveis, caso você não conheça, pelo rebranding de marcas como Itaú e Bradesco).
E, mesmo depois de terminar os estudos, eu fui convidado, anualmente, por muitos anos, para almoçar com o Madia no escritório dele.
Obviamente que, nesse almoço, éramos apresentados a novos cursos, produtos e posicionamentos da empresa e da escola.
Mas também conhecíamos outras pessoas. Num desses almoços promovidos pela escola, eu conheci o Diógenes, um empresário de TI, especialista em Microsoft Dynamics (um CRM da Microsoft) que ainda mantenho contato até hoje.
Esses almoços podem ser uma excelente forma de você apresentar e conectar pessoas que não se conheceriam se não fossem através de você.
Experimente. Crie semanalmente um dia para convidar duas ou três pessoas para almoçarem com você. Pode ser no seu escritório, ou num restaurante próximo, que agrade a todos os gostos.
Porém, nesse caso, lembre-se daquela regrinha simples de etiqueta: quem convida, paga a conta.
É comum que separemos a nossa vida entre pessoal e profissional.
Mas na verdade, somos um ser só. Quantos parceiros de negócios se beneficiariam ao conhecer seus melhores amigos; e, quantos amigos se beneficiariam ao conhecer alguns de seus melhores clientes e/ou fornecedores?
Então, sempre que estiver em uma conversa com seu círculo mais íntimo e pessoal, aprenda a perguntar: “quem você gostaria de conhecer nos próximos dias que te ajudaria a chegar no próximo nível?”.
Essas pessoas, muitas vezes, não têm noção da dimensão do seu trabalho e da sua rede de contatos e podem estar precisando, justamente, de alguém que você conhece e que pode ajudar, através de uma rápida apresentação.
Quando permitimos que nossa vida pessoal e nossa vida profissional se cruzem, muitos bons contatos e negócios podem nascer dessa fusão.
Eu sei que nem todo mundo sabe fazer um pitch de negócios. Por isso, muitas pessoas entrarão em eventos com cem, cento e cinquenta pessoas, ou até mesmo vinte empresários, terão a oportunidade de falar sobre seu negócio e… desperdiçarão a oportunidade por esquecerem do mais importante: um pedido de conexão/indicação/referência.
Mas em um universo tão grande de eventos de negócios, com o networking tendo cada vez mais relevância e notoriedade, hoje em dia, é cada vez mais comum que encontremos pessoas prontas para fazer seus pitchs nos eventos que participamos.
Quando isso acontecer, esteja pronto para anotar o nome da pessoa, o que ela faz (e/ou o nome da empresa) e o seu pedido de conexão.
Feito isso, você pode abordar aquelas que identificar que tem capacidade de ajudar com conexões no fim do evento, mostrando que, não apenas prestou atenção à sua apresentação, como também, está pronto para ajudar com indicações de negócios.
Aqui, o efeito é bem parecido com a primeira tática deste artigo. Quando você cria um vínculo de gratidão com alguém, isso faz com que ele lembre de você, e que você possa ser ajudado, posteriormente.
Acredite: somos julgados (e muito) pela nossa imagem. Se há 30 anos, conhecimentos de moda e estilo eram um diferencial que uma parcela privilegiada da população tinha, hoje estamos a poucos cliques de informações sobre como nos vestir bem.
E, se por um lado, o acesso às informações de estilo aumentaram; por outro, a preocupação das pessoas com esse assunto vem diminuindo dia após dia.
De acordo com uma pesquisa das professoras Isamar Troncoso, da Harvard Business School, e Lan Luo, da USC Marschall School of Business, sobre a imagem de candidatos a vagas de emprego e suas chances de serem chamados para uma entrevista, certas características físicas e acessórios presentes nas fotos de perfil dão aos candidatos uma vantagem nos resultados da contratação.
Quando uma pessoa se candidata a um emprego online, brincos, paletó e gravata, óculos ou barba podem fazer uma grande diferença na contratação.
A pesquisa ainda conclui que: “A vestimenta é um dos primeiros aspectos observados em interações profissionais, influenciando julgamentos sobre competência e credibilidade”.
Eu sei que a pesquisa fala sobre vagas de emprego. Mas certamente, vale para “vagas de fornecedor e parceiros de negócios”, também.
Mais importante do que alcançar os resultados que você almeja nos negócios, em um primeiro momento, você precisa causar uma boa impressão, um impacto positivo.
E entenda: marcas e roupas caras não são sinônimos de estilo. Se você tem dificuldades para se vestir, encontrar calças e camisetas ajustadas ao estilo do seu negócio, gostos pessoais e formato do corpo, peça ajuda.
Eu não entrarei em mais detalhes sobre esse tópico, porque a rede do Nexus possui profissionais muito mais competentes para falar sobre dress code e imagem pessoal do que eu, que sou apenas um entusiasta do assunto.
Se você é empreendedor, profissional autônomo, liberal ou empresário, entenda que todo encontro pode ser uma grande oportunidade de se conectar com pessoas e encontrar o seu próximo parceiro de negócios, ou até mesmo clientes.
Até hoje, um dos maiores contratos de negócios por projeto que eu fechei na história da minha empresa (mais de R$ 50 mil para um projeto de três meses), foi graças a um bate-papo realizado na porta de uma feira.
O evento estava tão ruim que eu fui buscar uma cerveja num quiosque (eu bebia, na época) e acabei conhecendo um empresário que teve a mesma ideia que eu, porque também estava achando a feira bem fraca.
Papo vai, papo vem, apresentamos nossos negócios e quando eu falei o que eu fazia, ele ficou impressionado, porque estava buscando um fornecedor nesse segmento para a empresa dele.
Agendamos uma reunião (presencial, afinal de contas estamos falando de 2014), e o negócio foi fechado.
Agora, imagine se, diante de um evento ruim, eu simplesmente tivesse ido pro bar e desligado o meu modo networker, quanto dinheiro eu teria perdido?!? Pois é…
Portanto, entenda que o modo networker precisa estar ligado em você sempre que sair de casa.
Em uma outra vez, eu fechei um bom contrato, também, apenas por ouvir as necessidades de uma pessoa que começou a treinar no meu box, que por uma “incrível coincidência”, era exatamente o que a minha empresa fazia.
Obviamente, existem locais propícios para o networking, onde ele é incentivado e, até mesmo, facilitado.
Mas a verdade é que, para quem quer se conectar; para quem sai de casa decidido a criar boas conexões, até um aniversário infantil pode ser uma boa oportunidade de conhecer bons contatos e fazer bons negócios.
Pronto! Chegamos ao final daqueles que eu julgo serem os melhores micro hábitos do networking.
Se você perceber, todos os micro hábitos que eu listei nesse artigo estão empilhados. Ou seja, eles sempre estão agrupados com outras coisas que já estamos habituados a fazer, ou que estamos prestes a executar:
Todos os micro hábitos aqui listados seguem a sequência lógica: “quando isso acontecer, faça aquilo”. Dessa forma, os acontecimentos funcionam como gatilhos para lembrá-lo do que fazer a seguir.
Isso acontece porque o empilhamento de hábitos usa um comportamento que já executamos automaticamente (como por exemplo, se sentar para trabalhar em frente ao computador); com algum comportamento que ainda não executamos no automático (nesse caso, mandar uma mensagem para um contato profissional que você não vê há tempos).
A ideia é que a execução do hábito já instalado faça com que a execução do comportamento que queremos instalar fique ainda mais simples.
O networking é uma atividade ativa: estamos trabalhando a rede de contatos, expandindo o número de pessoas que conhecemos que podemos ajudar e, consequentemente, que também podem nos ajudar.
Não é um comportamento inato. Apesar de sermos seres sociais, originalmente nosso interesse é tirar proveito e não acrescentar ou agregar valor.
A necessidade de agregar valor é algo imposto pelas convenções sociais.
É importante entender que um verdadeiro networker nunca está pronto. Sempre haverão novos comportamentos, práticas e hábitos que, se incorporados, aumentarão a nossa performance.
Portanto, estar aberto a novos aprendizados sempre vai permitir que você avance e colha cada vez mais resultados.
Porém, tudo isso que eu coloquei aqui pode ser colocado a perder se você não tiver um mindset de aprendizado. Isso mesmo!
Se você achar que:
Vai colocar todo o artigo a perder. Por esse motivo, já que falamos sobre mindset, vou encerrar esse artigo com um rápido resumo sobre as definições de mindset.
No livro “Mindset: A Nova Psicologia do Sucesso”, a psicóloga Carol S. Dweck apresenta dois tipos principais de mentalidade que influenciam diretamente o desenvolvimento pessoal e profissional.
Pessoas com mindset fixo acreditam que suas habilidades e inteligência são traços inatos e imutáveis. Esse tipo de mentalidade leva a comportamentos como:
Indivíduos com mindset fixo frequentemente experimentam coisas novas, desafiadoras e interpretam críticas como ataques pessoais, limitando seu crescimento, por isso, tendem a evitá-las.
Já pessoas com mindset de crescimento acreditam que suas habilidades podem ser desenvolvidas por meio de esforço, aprendizado e resiliência. Esse tipo de mentalidade se manifesta em atitudes como:
Dweck destaca que desenvolver um mindset de crescimento é essencial para alcançar o sucesso e que qualquer pessoa pode mudar sua mentalidade ao longo do tempo.
A forma como enxergamos nossas capacidades influencia diretamente nossas conquistas. Cultivar um mindset de crescimento permite superar desafios e alcançar o potencial máximo, tornando o aprendizado contínuo um pilar para o sucesso.
Portanto, que fique claro: nada disso fará a mínima diferença na sua vida se você não desenvolver uma mentalidade de aprendizado.
Se você tiver uma mentalidade fixa, será impossível melhorar e/ou aprimorar quaisquer tipo de habilidade.
Mas isso é assunto para outro artigo!
Por ora, eu vou ficando aqui, na esperança de ter contribuído de alguma forma para a melhoria das suas habilidades de networking.